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segunda-feira, 25 de abril de 2016

Meu cravo de Abril

MEU CRAVO DE ABRIL

Foi nas mãos de minha mãe que desfolhei
O cravo que em Abril me ofereceram
E no terno olhar de uma criança
Deixei as esperanças que me deram.
As pétalas do cravo eram promessas
Feitas de fé, de força e de vontade
E a pura alegria do meu povo
Que sonhava liberdade.

O medo morria, o sonho nascia,
E tudo já era poesia!

Foi quando gritei que queria ser gente
Clamei um país em tudo diferente
Onde não houvesse dor e solidão
E onde em cada mesa houvesse pão.
E o poema foi grito a rasgar a madrugada
O povo na rua sem saber de nada
As armas caladas, os cravos na mão,
Alferes, capitães, marinheiros, soldados
Searas de esperança brotando do chão
Sorrisos e flores por todos os lados.

Meu cravo de Abril com alma de povo
Volta por favor a florir de novo!

Alexandrina Pereira
(Abril 2016 - Facebook)

domingo, 8 de dezembro de 2013

O luar afaga o folhado
que liberta o perfume da Serra.

O voo do falcão
acalenta esperanças
num rio adormecido.

Unem-se os atalhos
e a magia acontece
por entre veredas e orações.

Frei Agostinho sorri
e escreve poemas
nas alvas paredes do Convento.

É quando Deus acredita nos Homens!

Alexandrina Pereira (Arrábida meu amor, meu poema - 2013)

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

A Internura


A INTERNURA

A falta de ternura
Que reveste o mundo
Incomoda-me.

Choro a arrogância
dos Homens
que comem as Árvores
o Sol
a Lua e a Terra,

Visto de insultos
todos os que gritam vitória
pisando o corpo do soldado
que agoniza
gritando: Pátria-

Sinto que Deus adormece
sobre os ombros da tristeza.

Alexandrina Pereira Insubmissão dos sentidos
(Temas originais - 2010)

quarta-feira, 16 de março de 2011

Na voz do silêncio

NA VOZ DO SILÊNCIO

Na voz do silêncio
das nascentes
entre o sono das palavras
que me dizes
há ribeiros vestidos de luar.

Nem as distâncias
nos impedem de dizer:

Para sermos felizes
Basta…amar!

Alexandrina Pereira (Momentos)




Alexandrina dos Reis Florindo Pereira, nasceu em Setúbal e vive em Palmela.
Iniciou-se na escrita como autora de letras para canções infantis, onde obteve grande sucesso, vencendo inúmeros festivais nacionais e internacionais. Tem escrito também letras para marchas populares, tendo as suas letras vencido já por seis vezes em Setúbal, e, este ano, na grande marcha de Lisboa. Letras para fados são outro dos pontos que a poetisa não tem descurado, e que mais de uma dezena de artistas gravaram já temas de sua autoria.
Alexandrina Pereira obteve vários prémios de poesia a nível nacional, e participou em várias colectâneas poéticas, nacionais e internacionais.
Tem seis livros publicados (dois de literatura para crianças, três de poesia, e um de prosa), dirige a revista literária “Mensageiro da Poesia”, e é docente na universidade sénior de Setúbal, na disciplina de “oficina de poesia”.
Em 2008, recebe da Câmara Municipal de Setúbal a medalha  de Honra da Cidade. É, desde 2009, Membro da Academia de Letras de Poços de Caldas em Minas Gerais, no Brasil, onde foi condecorada com a medalha de mérito da cidade. Em 210 foi reconhecida com a medalha de mérito da Câmara Municipal de Palmela.