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sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

Telepatia

TELEPATIA


O mar está calmo!
Tu,
planas ao sabor da lufada
como folha sem vida… soprada!

Estás feliz.
Eu estou feliz.

Tu voas, mansa,
no circulo do Sol que se põe.
Eu, estou sentado na pedra do cais,
vendo-te trespassar nuvens idiotas de ar assustador,
como se fossem tigres de papel!

E toda a beleza que tu avistaste, gaivota,
também eu assisti.
Fui ao céu,
furei as nuvens
e nem tão pouco saí daqui!


António Manuel da Luz Cabrita (Retalhos do tempo)

sexta-feira, 4 de janeiro de 2008

Ode aos Poetas

ODE AOS POETAS

Para que as orquídeas floresçam
nos mais recônditos lugares sem vida…

Para que a esperança seja cantada
nos lábios sublimes de uma ninfa imaginada…

Para que as asas das gaivotas
nos tragam a mensagem dos homens sem algemas…

Para que as vozes das bocas famintas
encontrem alento nas palavras de mil poemas…

E para que as crianças (mesmo as mais tristes)
nunca deixem de sorrir…

Os poetas terão sempre que existir!


Luz Cabrita (Retalhos do tempo)