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domingo, 8 de Dezembro de 2013

O luar afaga o folhado
que liberta o perfume da Serra.

O voo do falcão
acalenta esperanças
num rio adormecido.

Unem-se os atalhos
e a magia acontece
por entre veredas e orações.

Frei Agostinho sorri
e escreve poemas
nas alvas paredes do Convento.

É quando Deus acredita nos Homens!

Alexandrina Pereira (Arrábida meu amor, meu poema - 2013)

segunda-feira, 25 de Março de 2013

Alentejo

Alentejo

Guardei o sol na bagagem
Deixei o vento a chorar
Despedi-me dessa aragem
Tão fresquinha ao madrugar

No talego, a liberdade
De caminhar sem prisão
Dos montes, ai que saudade
Quando os subia no verão

A chuva, tenho-a no bolso
Sequei a roupa, à lareira
Guardei as dores, no dorso
P'ra lembrar a vida inteira

Com saudades, estou cantando
Esse ALENTEJO que encanta
Sinto as lágrimas, deslizando
Até ao nó da garganta

Manuela Tomé
http://www.facebook.com/caminhosdofuturo

quinta-feira, 8 de Março de 2012

Dia oito

Dia oito…

Doze meses tem o ano
Doze meses o engano
Virar de costas
Olhares arredios, impostas
Crueldades e barbaridades
Torturas, amedrontamentos
Doze meses de lamentos

Pergunto

Qual a beleza de um só dia
Porventura afasta a razia
De que servem palavras bonitas
Prendas atadas com fitas
São fitas, não saram golpes
Ramos de rosas são marionetas
Manipuladas são as vontades
Doze meses.

Pergunto

Onde está a beleza de um só dia
A sua utilidade é relembrar agonia
Em cada rosa desfolhada
Uma mulher é açoitada
Em cada sorriso aberto
Uma mulher morre aos poucos
Numa caixa de bombons
Morre além uma alma
Por isso não me peçam calma

Dia oito só existe
Porque a barbárie no mundo persiste.

quarta-feira, 28 de Dezembro de 2011

Uma Prenda no Sapatinho

UMA PRENDA NO SAPATINHO...

Para ti que deixaste uma marca especial
É para ti que escrevo um texto de Natal
Nele coloquei azevinho, uma ave no ninho
Coloquei um ramo de oliveira no teu caminho
Coloquei uma estrela, pedirei que te abrace
Quando te sentires sozinho, que te enlace
Sentirás a minha presença numa aragem amena
A noite serena envolverá a sombra do teu olhar
Com uma luz capaz de alcançar
O meu coração desperto na saudade
Para ti escrevo neste Natal
Para ti que cruzaste o meu caminho
Não estarás sozinho
Porque o meu pensamento é teu
Peço ao menino que te lembres de mim
Peço ao menino que ilumine nosso céu
Assim as forças do universo transportarão carinho
Por ti e por mim, sorrisos sem fim
É a prenda que almejo no sapatinho.



Antónia Ruivo

sexta-feira, 30 de Setembro de 2011

Era um chaparro majestoso


ERA UM CHAPARRO MAJESTOSO

Era um chaparro majestoso
De uma sombra magnífica
Era um sítio maravilhoso
E um bem-estar que lá nos fica

Naquele imenso descampado
É um oásis, um aconchego
Para o pastor e o seu gado
Seja cabra ou borrego

Do intenso calor
O rebanho se resguardava
Para descanso do pastor
À sombra se refrescava

Esta árvore de envergadura
Também dá a sua quota
Fruto de casca dura
A sua pequena bolota

Que a Natureza o proteja
E de nós não se esqueça
E da lenha que sobeja
No inverno nos aqueça
  
Esta árvore bondosa
É poleiro da passarada
Ela fica mais formosa
Quando alberga a bicharada

Sem nada nos dizer
Mas tem algo em comum
Tem sempre grande prazer
Em acolher qualquer um.

Manuel Lopes (Ser alentejano-2011)

Manuel Lopes nasceu em 1947, num monte do concelho de Mértola.
Foi profissional de hotelaria já reformado, e vive actualmente no Carvalhal - Grândola.
É aluno da Universidade Sénior de Grândola e membro do Núcleo de Poesia de Setúbal, e da academia de teatro e poesia “Cantiga D’Amor” de Grândola.
Poeta de índole popular, repentista e satírico.

quarta-feira, 17 de Agosto de 2011

A Internura


A INTERNURA

A falta de ternura
Que reveste o mundo
Incomoda-me.

Choro a arrogância
dos Homens
que comem as Árvores
o Sol
a Lua e a Terra,

Visto de insultos
todos os que gritam vitória
pisando o corpo do soldado
que agoniza
gritando: Pátria-

Sinto que Deus adormece
sobre os ombros da tristeza.

Alexandrina Pereira Insubmissão dos sentidos
(Temas originais - 2010)

quarta-feira, 16 de Março de 2011

Na voz do silêncio

NA VOZ DO SILÊNCIO

Na voz do silêncio
das nascentes
entre o sono das palavras
que me dizes
há ribeiros vestidos de luar.

Nem as distâncias
nos impedem de dizer:

Para sermos felizes
Basta…amar!

Alexandrina Pereira (Momentos)




Alexandrina dos Reis Florindo Pereira, nasceu em Setúbal e vive em Palmela.
Iniciou-se na escrita como autora de letras para canções infantis, onde obteve grande sucesso, vencendo inúmeros festivais nacionais e internacionais. Tem escrito também letras para marchas populares, tendo as suas letras vencido já por seis vezes em Setúbal, e, este ano, na grande marcha de Lisboa. Letras para fados são outro dos pontos que a poetisa não tem descurado, e que mais de uma dezena de artistas gravaram já temas de sua autoria.
Alexandrina Pereira obteve vários prémios de poesia a nível nacional, e participou em várias colectâneas poéticas, nacionais e internacionais.
Tem seis livros publicados (dois de literatura para crianças, três de poesia, e um de prosa), dirige a revista literária “Mensageiro da Poesia”, e é docente na universidade sénior de Setúbal, na disciplina de “oficina de poesia”.
Em 2008, recebe da Câmara Municipal de Setúbal a medalha  de Honra da Cidade. É, desde 2009, Membro da Academia de Letras de Poços de Caldas em Minas Gerais, no Brasil, onde foi condecorada com a medalha de mérito da cidade. Em 210 foi reconhecida com a medalha de mérito da Câmara Municipal de Palmela.