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quinta-feira, 8 de julho de 2010

É urgente o poema

É URGENTE O POEMA

É urgente o poema!
É preciso que ele nasça
no silêncio que rasga
no trejeito dos lábios.
Num beco escuro
é preciso escrever
é preciso gritar
escrever no espaço
ultrapassar barreiras
para além das nuvens
para que o vento o leve
aos ouvidos atentos
as mãos escondidas
um eco de amor
um sorriso, uma esperança.

É urgente que o poema nasça.

Maria Helena (poesia de Maria Helena – Apenas um Malmequer)

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Nas Minhas Mãos

NAS MINHAS MÃOS


Nas minhas mãos
de membros soltos
erguem-se espigas
como cutelos
a retalhar gargantas
em banquetes de orgia.
Na alma esta saudade
Alentejo
que a tristeza espalhou
com fúria e acalmia.
Tudo até o sol
pinga poentes cor de trigo
Alentejo
quem te canta
embala-te em melancolia
que a tristeza não se inventa
nasce e cresce em cada dia.

Maria Helena (Apenas um malmequer)

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Um mundo

UM MUNDO…

Basta de gestos falsos
Viperinas palavras
De sentimentos gastos.
Olhem aquela nuvem…
É lá que eu vivo
Tendo o céu como oceano
Barcos tenho-os sem conta
Nas estrelas a brilhar.
Não quero o vosso mundo
Mundo de andar de gatas.
Fora mitos inúteis
Nas ideias estropiadas.
Invejam-me?!
Eu sei
Porque vivo no painel
Que vou levar à exposição.

Maria Helena (Apenas um malmequer)


Maria Helena Varela Livreiro Viçoso Freire é uma Alentejana, de Évora, que depois de ter vivido por várias terras do continente português, acabou por vir residir para Setúbal.
O seu gosto pela poesia vem desde cedo, tendo começado a publicar as suas prosas poéticas logo no jornal da Universidade que frequentou. Depois foi tendo os seus trabalhos publicados nos jornais de Évora, de Grândola, no “ A Capital” e no 2º Distrito de Setúbal”. Participou em vários jogos florais, e em 2006 publicou o seu primeiro livro de poesia “Apenas um malmequer”.