Os Créditos para os Textos Seleccionados, a partir de Obras adquiridas, pertencem INTEGRALMENTE ao(à) seu(sua) Autor(a) ou Descendentes e Herdeiros e respectiva Editora. Os textos que não possuam a referência do Livro de origem, foram-nos enviados por amigos ou por pesquisas na net, pelo que, se alguma Entidade ou Indíviduo, considerar que estarmos a violar os seus direitos, por favor contacte-nos, e o(s) texto(s) serão prontamente retirados, assumindo que a queixa seja devidamente fundamentada.
Mostrar mensagens com a etiqueta Luís Filipe Estrela. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Luís Filipe Estrela. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 2 de abril de 2025

Se eu fosse mais calado e falasse mais devagar

 SE EU FOSSE MAIS CALADO E FALASSE MAIS DEVAGAR


Se eu fosse mais calado e falasse devagar,
talvez me ouvissem com olhos atentos,
com a paciência de quem lê os ventos
e encontra nos silêncios um jeito de amar.

Mas sou um vendaval, um rio sem margens,
um fogo irrequieto que queima as imagens
antes mesmo que alguém as possa guardar.

Se eu fosse mais calado e falasse devagar,
não erraria tanto nas escolhas da vida,
não daria passos cegos sobre a ferida,
não beijaria bocas que não querem ficar.

Mas sou esta pressa que nunca repousa,
esta fúria voraz que em tudo se pousa,
e ao menor aceno se deixa levar.

Se eu fosse mais calado e falasse devagar,
talvez não houvessem tantos desencontros,
tantos desamores e tantos escombros
de coisas que amei sem saber esperar.

Mas que culpa tem a alma que dança,
se a vida lhe pede que tenha esperança
e a esperança só sabe correr sem parar?

Se eu fosse mais calado e falasse devagar,
talvez me fizesse poeta de aço,
sem tanto estardalhaço,
sem tanto sangrar.

Mas que graça teria a palavra contida,
se é no excesso que mora a vida,
e no exagero que aprendo a rimar?


sexta-feira, 18 de janeiro de 2019

NO DIA EM QUE EU MORRER...

No dia em que eu morrer...

No dia em que eu morrer
Gostava de ouvir guitarras
No seu trinado a dizer:
O Estrela soltou amarras!

Subiu ao alto do céu...
Depois de ao inferno baixar.
Desencarnou, não morreu,
Sem vontade de voltar.

Aqui mágoas padeceu
Por ser um desalinhado
Lutou, gritou e sofreu
Para cumprir o seu fado.
Aqui viveu sem temor
Em nome da liberdade
Sem dinheiro, com amor
Afectos e amizade!

Luís Filipe Estrela
(retirado do facebook) - (https://www.facebook.com/photo.php?fbid=240375639853046&set=a.112299252660686.1073741827.100016418356971&type=3&theater