Os Créditos para os Textos Seleccionados, a partir de Obras adquiridas, pertencem INTEGRALMENTE ao(à) seu(sua) Autor(a) ou Descendentes e Herdeiros e respectiva Editora. Os textos que não possuam a referência do Livro de origem, foram-nos enviados por amigos ou por pesquisas na net, pelo que, se alguma Entidade ou Indíviduo, considerar que estarmos a violar os seus direitos, por favor contacte-nos, e o(s) texto(s) serão prontamente retirados, assumindo que a queixa seja devidamente fundamentada.
Mostrar mensagens com a etiqueta José Rasquinho. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta José Rasquinho. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Bocage

BOCAGE


Do alto da tua praça
Tu vês a vida passar.
Vês os pombos namorar
Vês um palhaço com graça
Vês também muita desgraça
Quantas vezes disfarçada
Vês quem nunca fez nada
Afirmando que faz tudo
Mas tu continuas mudo
Com tua boca fechada

Vês polícias, vês ladrões
Vês as festas e as lutas
Vês os putos e as putas
Empregados e patrões
Atropelos, empurrões
Mais um piropo com graça
Dito à garina que passa
E não tem nada a esconder
Tudo isto tu podes ver
Do alto da tua praça.

Senhoras passeiam cães
As criadas os meninos
Na igreja tocam os sinos
Tu vês passar os fiéis
Que levam brinco e anéis
Mas que não sabem rezar
Vês turista fotografar
E faça frio ou calor
Com teu olhar sonhador
Tu vês a vida passar.

José Rasquinho

quinta-feira, 17 de abril de 2008

É preciso acreditar

É PRECISO ACREDITAR


Se só morrend’ eu acabo,
É preciso acreditar!
Sej’ em Deus ou no diabo,
Ou na sorte, ou no azar!

Não devemos recuar
Nem por os sonhos de lado
É preciso acreditar
No que se sonha acordado!

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

Faço de tudo um pouco

FAÇO DE TUDO UM POUCO


Não faço nada bem feito
Mas faço de tudo um pouco!
Por essa minha mania
Ou, se quiserem, defeito
Podem mesmo vir, um dia,
A chamar-me tolo, ou louco!

Hoje deu-me p’ra poesia!
Será que tenho algum jeito?
Amo o Sol e a Natureza
Levo a vida com alegria
Só tenho uma grande tristeza:
Não faço nada bem feito!

A quem vive a criticar
Não ligo, não lhes dou troco.
É bom sonhar acordado,
Ser livre, poder voar…
Não sou nenhum iluminado,
Mas faço de tudo um pouco!

José Rasquinho