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quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Estúpido aquele e o outro

ESTÚPIDO AQUELE E O OUTRO

Estúpido aquele e o outro
cheios de raiva porque nasci
Eu que nunca quis mal
a ninguém…
Eu que desenhei mundos
para lhes ofertar
Eu que nunca me julguei
mais que ninguém…
gritos pardos e amarelos…
gritos claros e escuros
no mais fundo de tudo
De tudo!...
Boca em forma
de âncora
- seca garganta
do mar.
Repouso de suicidas.
Cobertas de mil peixes
estão as tuas mãos,
feitas de laguna brancas,
adormecendo o teu rosto
transparente e lunar.
Você que está distante
não me pode compreender.
Grito de raiva e silêncio.
As caras dos inimigos
são da cor do anoitecer.
O resto
não sei se existe…
Os meus amigos de infância
não acreditam em mim…
Eu que tinha uma flor
de versos para lhes oferecer
Eu que inventei uma cidade
apenas para lhes oferecer
Eu que, de mim foram os ossos
mas isso é muito mau de roer.

José da Fonte Santa (Magia Alentejana)

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