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segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Daqui te escrevo

DAQUI TE ESCREVO


Daqui te escrevo
na amargura do tempo
envolvida na intriga
mais torpe: que por falta
                de coragem
não te dou conhecimento.


Daqui te escrevo
num ritmo pardo
onde mal respiro
num apertado silêncio
onde um grilo ferido
            deixou de cantar.


Aqui sou indiscutivelmente
um desconhecido.
Ainda bem.

José da Fonte Santa (Magia Alentejana)

2 comentários:

Ana disse...

Pelo livro deve ser mais um poeta alentejano.
Apesar de um pouco "triste" gostei deste belo poema que retrata uma época em que não havia liberdade. Gostei destes versos:
"Num apertado silêncio onde um grilo ferido deixou de cantar"
Beijinhos grandes,
Ana Paula

Luis F disse...

"Nasce mais uma vez,
Menino Deus!
Não faltes, que me faltas
Neste inverno gelado
Nasce nu e sagrado
No meu poema,
Se não tens um presépio
Mais agasalhado.
Nasce e fica comigo
Secretamente,
Até que eu, infiel, te denuncie
Aos Herodes do mundo.
Até que eu, incapaz
De me calar,
Devasse os versos e destrua a paz
Que agora sinto, só de te sonhar.
Miguel Torga

Com os votos de um Feliz Natal, o teu amigo

Luis