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sexta-feira, 5 de junho de 2009

Flor

Flor
Toda a flor que é linda e bela,
Tem na alma mais perfume…
E todos olham para ela
Com desejo e com ciúme…
I
Como um terno amanhecer
Nasce, brota e vem ao mundo…
Tem no brio algo profundo
Que a faz resplandecer…
Entre o bem e o mal querer,
Vinga aqui nesta courela…
Como um quadro de aguarela
Conduzindo a sua sina…
É mais doce e mais divina
Toda a flor que é linda e bela...
II
Suas cores, um matizado
Que a faz montra de beleza…
Um tal lustre a camponesa
No padrão mais destacado…
Entre as muitas a seu lado,
É primor que está no cume…
Como gelo em brando lume
Que derrete e diz presente…
Toda a flor resplandecente
Tem na alma mais perfume…
III
Se é cercada por enleios,
Ganha mimos e abraços…
Tudo é lindo e cria laços
Com outros que são mais feios…
O vasto encanto em devaneios,
Dá-lhe o brilho de uma estrela…
Como eterna sentinela,
Tão castiça e tão briosa…
Com a luz mais luminosa,
E todos olham para ela…
IV
Veste o pão da divindade
Na estufa da vivência…
Que a sua fina aparência,
Transmite com claridade…
Há quem diga que é vaidade,
E ao primor chame negrume…
Com sementes em cardume,
Cresce livre e engalanada…
Sendo a flor mais cortejada
Com desejo e com ciúme…

António Prates ( Sesta Grande)

1 comentário:

Ana disse...

Já conhecia este maravilhoso poema do nosso amigo António Prates.
Um Alentejano de Borba que eu gosto muito, mas tenho pena que tenha encerrado o Blog dele. Não sei o que se terá passado para o fazer. Como voltei para o Netlog, sou amiga dele lá, e continuo no Grupo que ele criou há muito tempo o Solar das Palavras. Agora também noto que está muito parado, não sei porquê. Temo que tenha acontecido algo grave, porque ele tinha um familiar doente. Vou ficar à espera que diga alguma coisa.
Um grande beijinho,
Ana Paula