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quinta-feira, 14 de maio de 2009

Em Casa Deixou Amor

EM CASA DEIXOU AMOR


Desce o rio o pescador
Na sua barca enfeitada
Em casa deixou amor
De farnel quase nada

Lança as redes a preceito
Nas águas calmas do rio
Tem a esperança no peito
Suas mãos tremem de frio

Pescador recolhe a rede
Torna a rede a lançar
Bebe um golo, mata a sede
E continua a remar

Sobe o rio o pescador
Já cansado da jornada
Em casa deixou amor
Mais força em cada remada

José Raposo (Afectos e Cumplicidades)

2 comentários:

Ana disse...

Estou a imaginar este pescador, o trabalho que o mesmo tem ao lançar as redes, e o frio que ele passa.
Enfim ao ler este fantástico poema consigo entender o que passa um homem que deixa o seu amor em casa, e o seu desejo de regressar, cansado dessa viagem.
SIMPLES E LINDO!!!!

Beijinhos,
Ana paula

Cláudia Martins disse...

OLA, muito obrigado. E eu digo desde já que adoro poesia!! e lancei recentemente o meu livro de poesias , intitulado de Auto-Reflexo! e adores este poema! sou uma viciada em poesia :) e este blog é um excelente promotor desta arte :)