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quarta-feira, 30 de abril de 2008

Alentejo... meu irmão!

Alentejo… meu irmão!

Tem nos olhos um sol posto
A despedir-se da vida!
Cada ruga do seu rosto
Foi uma esperança perdida!

Ficou deserta a aldeia,
Até o ribeiro secou!
Mar d’angustia em maré cheia,
Onde o futuro naufragou!

Do velho monte sem porta
A solidão é vizinha…
E nos canteiros da horta
Só cresce a erva daninha!

Alentejo… imensidade,
Respirando quase a medo!
Alentejo… liberdade
Para viver no degredo!

Minha açorda de poejo,
Meu bolo de requeijão!
Meu velho, meu Alentejo,
Meu poema… meu irmão!


Manuel Justino Ferreira (Poeta que parte... poemas que ficam)

4 comentários:

Luis F disse...

O Mar de Sonhos faz um ano de existência. Venho assim agradecer toda a amizade e carinho ao longo deste tempo.

O meu muito obrigado.

Com amizade

Luis F.

Miguel Barroso disse...

Que saudades do Alentejo...

antónia ruivo disse...

Foi com saudade que reli a poesia do Manuel Justino um poeta que tanto deu a Montemor e até certo ponto esquecido,bem haja

Maria Atayde disse...

É com muito orgulho e admiração e que aqui revejo os poemas sentidos do meu querido sogro, Manuel Justino Ferreira, HOMEM de múltiplos talentos. Homens desta grandeza não deviam morrer fisícamente porque ainda tinham muito para dar à poesia portuguesa. Aqui lhe presto a minha profunda e sentida homenagem.
Jú Atayde Macau Ferreira