Alentejo… meu irmão!
Tem nos olhos um sol posto
A despedir-se da vida!
Cada ruga do seu rosto
Foi uma esperança perdida!
Ficou deserta a aldeia,
Até o ribeiro secou!
Mar d’angustia em maré cheia,
Onde o futuro naufragou!
Do velho monte sem porta
A solidão é vizinha…
E nos canteiros da horta
Só cresce a erva daninha!
Alentejo… imensidade,
Respirando quase a medo!
Alentejo… liberdade
Para viver no degredo!
Minha açorda de poejo,
Meu bolo de requeijão!
Meu velho, meu Alentejo,
Meu poema… meu irmão!
Manuel Justino Ferreira (Poeta que parte... poemas que ficam)
Há 4 dias
