Os Créditos para os Textos Seleccionados, a partir de Obras adquiridas, pertencem INTEGRALMENTE ao(à) seu(sua) Autor(a) ou Descendentes e Herdeiros e respectiva Editora. Os textos que não possuam a referência do Livro de origem, foram-nos enviados por amigos ou por pesquisas na net, pelo que, se alguma Entidade ou Indíviduo, considerar que estarmos a violar os seus direitos, por favor contacte-nos, e o(s) texto(s) serão prontamente retirados, assumindo que a queixa seja devidamente fundamentada.

quarta-feira, 30 de abril de 2008

Alentejo... meu irmão!

Alentejo… meu irmão!

Tem nos olhos um sol posto
A despedir-se da vida!
Cada ruga do seu rosto
Foi uma esperança perdida!

Ficou deserta a aldeia,
Até o ribeiro secou!
Mar d’angustia em maré cheia,
Onde o futuro naufragou!

Do velho monte sem porta
A solidão é vizinha…
E nos canteiros da horta
Só cresce a erva daninha!

Alentejo… imensidade,
Respirando quase a medo!
Alentejo… liberdade
Para viver no degredo!

Minha açorda de poejo,
Meu bolo de requeijão!
Meu velho, meu Alentejo,
Meu poema… meu irmão!


Manuel Justino Ferreira (Poeta que parte... poemas que ficam)

quarta-feira, 23 de abril de 2008

S/T

O vento açoita a vela
o barco voa

gaivota que não parte
vai alto o mar

O vento abana o verde
a casa voa

seara que não medra
vai nevar.


Maria Sarmento (Memória das Naus)

quinta-feira, 17 de abril de 2008

É preciso acreditar

É PRECISO ACREDITAR


Se só morrend’ eu acabo,
É preciso acreditar!
Sej’ em Deus ou no diabo,
Ou na sorte, ou no azar!

Não devemos recuar
Nem por os sonhos de lado
É preciso acreditar
No que se sonha acordado!

quarta-feira, 9 de abril de 2008

O amor

O AMOR

Amor,
Ouve o que dizem as ondas que o mar traz
Ouve o que diz o murmúrio do vento
Ouve o que diz o canto das aves.
Posso não estar perto de ti…
Mas mando-te dizer sempre, que te AMO
.

Luís Ferreira (Mar de Sonhos)

quarta-feira, 2 de abril de 2008

S/T

Quando de pé
olhamos a planície
e vemos a nossa sombra
de deuses reais,
erguer da terra o barro
que habitamos na solidão
da tarde, que desce o monte
e acompanha o movimento
aparente do Sol.

Quando é profundo
o silêncio da terra
quando dorme
e o céu se abre
como uma estrela luminosa

A nossa sombra,
é só
do tamanho do homem que sonhámos

Maria Sarmento (Memória das naus)